O Boletim de Notícias Nº 4, Abril 2010 da MS Moçambique

CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA LOCAL
Responsável da Comunicação da MS Dinamarca impressionado com a ACUDES
A ACUDES e os outros parceiros da MS Moçambique estão a cumprir uma missão importante ao construírem a democracia local. Eis a impressão com que ficou Vibeke Vinther, Chefe do Departamento de Comunicação da MS Dinamarca, quando visitou o Distrito de Jangamo, no início de Março.
“A construção da democracia local é muito importante em Moçambique, uma vez que permite que as pessoas fiquem a saber quais os seus direitos a todos os níveis. A maioria da população de Moçambique vive em zonas rurais. Quando estas pessoas começarem a mexer-se, Moçambique também começa a avançar. O país tem muitos recursos e um grande potencial que está à espera de ser utilizado. Ao tornar isso possível, a ACUDES e os outros parceiros da MS estão a desempenhar um papel importante”, diz Vibeke Vinther.
Vibeke Vinther esteve em Moçambique na companhia de Henriette Winther, Coordenadora da Comunicação da MS Dinamarca, para saber do impacto do trabalho da MS e dos seus parceiros. Acompanhadas pelo Assessor de informação da MS Moçambique, Henrik Lomholt Rasmussen, as duas mulheres encontraram-se com, entre outras pessoas, Enoque Marcelino, Joaquina Macuácua, Helena Cumbana e Zeca Cumbana, da ACUDES, e alguns dos beneficiários do trabalho que a organização realiza junto da Plataforma Distrital de Jangamo.
“É evidente que as pessoas da ACUDES pensaram de facto no porquê da sua presença em Jangamo. E parecem muito conscientes da importância de agir em vez de esperar. Fiquei impressionada com Helena Cumbana, que realçou que as coisas não mudam sem estarmos conscientes dos nossos direitos e exigirmos que sejam respeitados, e com a afirmação de Joaquina Macuácua sobre a importância de criar mais personalidades fortes nas comunidades locais”, diz Vibeke Vinther.
No escritório da MS Moçambique em Maputo, Vibeke Vinther e Henriette Winther encontraram-se com Moisés Mutuque, que informou as duas dinamarquesas sobre a Democracia na Escola Primária.
“Foi interessante ficar a saber como os pais se estão a organizar nos conselhos de escola para garantir que os seus filhos continuem a estudar. É um exemplo de democracia sendo praticada como modo de vida”, diz Vibeke Vinther.

AMOPROC dá destaque ao PESOD na Namaacha
Na sexta-feira 19 de Março, a AMOPROC deu destaque ao PESOD para 2010 no Distrito da Namaacha, no canal de rádio daquela organização, a Rádio Cidadania (FM100,9Mhz). Os dois membros da equipa técnica do PESOD estiveram no estúdio e discutiram questões socioeconómicas com representantes de organizações da sociedade civil na Namaacha.


COMBATE À CORRUPÇÃO
AMOPROC organiza curso de fiscalização orçamental na Namaacha
Na primeira quinzena de Abril, uma equipa da AMOPROC dará um curso de monitoria social de orçamentos para cerca de 20 representantes de várias organizações da sociedade civil do Distrito da Namaacha.
”Trabalharemos partindo das bases para o topo, para fazer com que seja mais fácil para os participantes apreenderem e desmistificarem a ideia de monitoria social de orçamentos”, explica Sanne Houlind, assessora de advocacia e combate à corrupção da AMOPROC. ”Em vez de organizar campanhas e ”fazer uma coisa em grande”, o nosso objectivo é que os participantes trabalhem com monitoria social de orçamentos a um nível que seja fácil de compreender.”
Além de Sanne Houlind, a equipa da AMOPROC é composta por Laura, Oficial de Formação e Assistência técnica, e Fernando Augusto, Oficial de Programas.
O curso será seguido de formação prática no decorrer de 2010, em que os participantes analisarão uma determinada área do PESOD da Namaacha deste ano.
”Escolheremos um certo projecto do PESOD, por exemplo, a construção de três furos de água nos povoados de Muswáz, Alto Enchisa e Macanda, cujo preço está calculado em 750.000 meticais. Depois, visitaremos três vezes, durante o ano de 2001, os locais em que as obras devem ter lugar, para ver se o projecto está a ser levado a cabo e se o dinheiro está a ser gasto correctamente. Além disso, vamos perguntar às pessoas da zona qual é a opinião delas. O furo está bem situado, as pessoas locais foram informadas do projecto e foram-lhes perguntadas quais as suas necessidades, antes de serem iniciados os trabalhos? Também faz parte da monitoria social de orçamentos fazer as perguntas certas”, diz Sanne Houlind.
Como seguimento das visitas, os participantes do curso terão um encontro com o governo local da Namaacha no final do ano.
”O que se pretende com a formação é que os participantes sejam capaz de incorporar os métodos de trabalho nas suas organizações”, diz Sanne Houlind.


A FUSÃO ENTRE ACTIONAID E MS MOÇAMBIQUE

Directora internacional da MS visita Moçambique
Como está a correr a fusão da ActionAid Moçambique com a MS Moçambique? Esta será a questão em foco quando Birte Hald, Directora Internacional da MS, visitar a MS Moçambique e a ActionAid Moçambique a 23 e 24 de Março. No primeiro dia, Birte Hald encontrar-se-á com Alberto Silva, o director cessante da ActionAid Moçambique, com o seu sucessor interino, Amade Suca, com Ulla Strobech, directora da MS Moçambique, e com a administradora da MS Moçambique, Pia Owusu.
A 24 de Março, Birte Hald terá uma reunião com os directores da ActionAid Eduardo Costa, Américo Marchiana, Alberto Silva e Amada Suca em que participarão também Ulla Strobech e Pia Owusu e que terá lugar no escritório da MS Moçambique. Em seguida, Birte Hald encontrar-se-á com o pessoal e assessores da MS Moçambique, para auscultar as suas opiniões e preocupações relativamente à fusão.

ActionAid Moçambique com director interino
Amade Suca
, Coordenador Regional para África de Direitos Alimentares da ActionAid, foi nomeado Coordenador Nacional Interino da ActionAid Moçambique durante seis meses, a partir de 1 de Abril de 2010. Virá substituir Alberto Silva, que volta ao Brasil, o seu país de origem, após três anos e meio como director da ActionAid Moçambique.
Ulla Strobech, directora da MS Moçambique, está satisfeita com a nomeação de Amade Suca:
”Ele está a trabalhar no escritório da ActionAid Moçambique e conhece a organização. Além disso, tem bons contactos na rede interna da ActionAid e tem uma perspectiva estratégica da situação.”
Amade Suca e Alberto Silva iniciaram um processo de entrega da pasta na segunda-feira dia 15 de Março. Numa carta ao pessoal da ActionAid Moçambique, Chris Kinanjuyi, director regional da ActionAid na África Oriental e Austral, agradece ao director cessante, Alberto Silva, o trabalho realizado que ”ajudou a trazer normalidade ao programa [da ActionAid Moçambique]”.
O recrutamento de um Director Nacional permanente terá início por volta de Junho de 2010.
Questionado sobre se continuaria no cargo, Amade Suca diz não querer comentar.

“É demasiado cedo para responder a essa pergunta, visto que há muito factores em jogo. Por exemplo, o meu substituto no cargo de Coordenador Regional para África de Direitos Alimentares da ActionAid já deixou claro que não ficaria no cargo mais de seis meses. Isto significa que a ActionAid teria de recrutar um Coordenador de Direitos Alimentares, se eu continuasse como director em Moçambique,” explica Amade Suca.

MS Moçambique muda-se em Abril para os escritórios da ActionAid Moçambique
O escritório da ActionAid Moçambique parece um estaleiro de construção. A razão para tal é as instalações estarem a ser reconstruídas para dar espaço para o pessoal da MS Moçambique, que está previsto mudar-se para a ActionAid Moçambique durante o mês de Abril de 2010. A nova morada postal da MS Moçambique será:
MS Moçambique
CP 1409
Rua Comandante João Belo 208
Bairro Polana
Maputo
Telefone fixo (+258) 21 314342/5, 314604/5
Os funcionários da MS continuarão a ter os mesmos números de telefone celular e os mesmo endereços de e-mail, até novo aviso.


PESSOAS
Oficial de programas da AMOPROC participará numa conferência de género no Equador
Fernando Augusto
, Oficial de Programas da AMOPROC, participará numa conferência sobre monitoria social de orçamento tendo em conta as questões de género, organizada pelo UNIFEM (Fundo das Nações Unidas para as Mulheres), no Equador, de 20 a 26 de Março.

UDEBA-LAB manda funcionária para um curso de liderança na MS Dinamarca
Francisca Manjate
, técnica pedagógica na UDEBA-LAB, participará num curso sobre formação de jovens líderes organizado pela MS Dinamarca, de 30 de Março a 6 de Abril, em Copenhaga, capital da Dinamarca.
“A direcção da UDEBA-LAB mandou uma proposta à MS Dinamarca, em que me sugeriu como participante no curso. Fui aceite, e isso é óptimo. No curso, vou aprender coisas sobre liderança internacional, gestão de conflitos e outros assuntos, que serão muito úteis no trabalho de revitalização dos conselhos de escola que faço na UDEBA”, diz Francisca Manjate.
Além de entusiasmo e energia, Francisca Manjate tem de levar também roupa quente. Na Dinamarca, as temperaturas oscilam entre os 0 e os 15 graus no início de Abril.


CURSOS
Safari Ranch transformou-se num clube de escrita e criatividade
O Heia Safari Ranch, nos arredores de Joanesburgo, na África do Sul, transformou-se num atelier de escrita na primeira semana de Março, quando 35 representantes da ActionAid e da MS, nomeadamente da Gâmbia, da Serra Leoa, da Grécia, do Paquistão, do Uganda e do Brasil, participaram num workshop chamado “Criar Memórias, Criar Mudança”, organizado pela ActionAid Internacional. O objectivo do curso era aumentar a capacidade dos participantes de documentar a mudança social criada pela ActionAid e pela MS e levar assim o impacto destas organizações a um público mais vasto.
Entre os participantes encontrava-se Henriette Winther, Coordenadora de Comunicação da MS Dinamarca, que gostou do trabalho conjunto para um fim comum:
“Foi muito bom ter feito parte de um grupo muito internacional que visava definir como a ActionAid pode criar mudanças positivas e contar essas mudanças de uma maneira que seja fácil de compreender para todos. Isso é bastante difícil de fazer, por exemplo, ao escrever sobre pobreza e criação de mudança social em Moçambique para leitores num país rico como a Dinamarca. O mundo destes leitores e as suas referências estão muito longe da realidade que se está a descrever”, diz Henriette Winther.